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Cotadas pressionadas a incluir mulheres nos cargos de topo

Os reguladores começam a perder a paciência face aos escassos progressos das empresas quando se trata de mudar o modelo de gestão tradicional, que há muito impede as mulheres de ascenderem a cargos de topo. A introdução de uma quota obrigatória em certos países, e inclusive ao nível da União Europeia - medida compulsória odiada por muitos gestores e por um vasto grupo de mulheres executivas -, é hoje um "tema quente".

Os defensores da quota citam diferentes estudos elaborados pela McKinsey e pelas Nações Unidas, que demonstram que o desempenho das empresas onde o nível de representação feminina é mais elevado é superior ao da concorrência em termos de rentabilidade e/ou aumento do preço das acções. Referem igualmente o exemplo da França e da Noruega, onde a quota feminina para as funções de director não executivo é já uma realidade.

Viviane Reding, comissária europeia, ameaçou recentemente impor quotas nas 500 maiores empresas cotadas se não dessem passos rápidos no sentido da diversidade: "Não me refiro a pequenas empresas e sim às 500 maiores cotadas em bolsa, nas quais as mulheres não representam mais que 3% no conselho de administração. Dentre os CEO, apenas um em dez é mulher. Acredito que o equilíbrio de género é uma questão da maior importância para a sociedade". Reding vai reunir-se a 1 de Março com os líderes de 15 grandes empresas com vista a discutir sugestões concretas para fomentar a diversidade de género na Europa.


Portugal tem apenas uma mulher CEO no PSI 20



A percentagem é das mais baixas da Europa: em Portugal somente 5% dos cargos nas administração das empresas, que integram o PSI 20, são ocupados por mulheres. Ao todo, as eleitas são apenas 12, sendo que só uma, Ana Maria Fernandes, da EDP Renováveis, chegou a presidente executiva (CEO) e em 2009 venceu o prémio "Female Leadership Award", atribuído pela European Women´s Management Development International Network. Já num cargo não executivo, destaca-se Maria Celeste Hagatong, vogal da Comissão Executiva do BPI. Fora do PSI 20, a gestão de topo também se faz no feminino, com mulheres como Esmeralda Dourado, que lidera a SAG, Isabel Vaz, da Espírito Santo Saúde, Isabel Ferreira, do Banco Best, Cláudia Goya, da Microsoft Portugal, entre outras.


Fuente: Diário Económico

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